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quinta-feira, julho 19
segunda-feira, abril 9
quarta-feira, março 28
Prémio Hans Christian Andersen
A escritora chilena Isabel Allende, autora de A Casa dos Espíritos, Retrato a Sépia, e A Filha da Fortuna" entre outros títulos, ganhou o prémio Hans Christian Andersen de Literatura "pelas suas qualidades como narradora mágica e pelo seu talento para enfeitiçar o público", sucedendo, assim, à britânica J.K. Rowling, criadora da saga infantil de Harry Potter e vencedora da primeira edição do prémio, em 2010.
Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2012
De entre as 263 obras remetidas a concurso por 48 editoras e uma edição de autor, A bicicleta que tinha bigodes, da autoria do escritor angolano Ondjaki, editada pela Caminho, em 2011, foi a obra vencedora do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2012.
Cumprindo o duplo objetivo de contribuir para a valorização e promoção da literatura de qualidade destinada à infância e para a valorização da dimensão estética do livro, este prémio bienal, editado pela Fundação Bissaya Barreto desde 2008, premiou, em edições anteriores, O livro da Avó de Luís Silva e o O cavalinho de pau do Menino Jesus de António Manuel Pina.
Membro da União dos Escritores Angolanos, Ondjaki nasceu em Luanda em 1977 e co-realizou um documentário sobre a sua cidade natal Oxalá Cresçam Pitangas – Histórias de Luanda.
Ondjaki está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco e já recebeu:
- o Prémio Literário Sagrada Esperança 2004 (Angola) e o Prémio Literário António Paulouro 2004, com E se amanhã o medo (contos);
- o Grande Prémio do Conto “Camilo Castelo Branco” Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão/APE 2007, com Os da minha rua;
- o Grinzane for Africa Prize – Young Writer 2008 (pelo conjunto da obra);
- o Prémio FNLIJ Brasil 2010, com Avó Dezanove e o Segredo Soviético (romance).
quinta-feira, fevereiro 23
Prémio Correntes D'Escritas 2012
O escritor brasileiro Rubem Fonseca é o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito da 13ª edição do encontro literário Correntes D’Escritas, com o livro “Bufo & Spallanzani” (Sextante Editora).
sábado, janeiro 7
Na madrugada de 7 de janeiro de 1355, execução de Inês de Castro
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| "Cena da morte de Inês de Castro", quadro de Columbano |
D. Inês de Castro era uma fidalga galega, de rara formosura, que fez parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta, em 1340, se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro (1320-1367).
A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre D. Pedro e D. Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, motivo por que o rei D. Afonso IV resolveu intervir, expulsando do reino Inês de Castro, que veio a instalar-se no castelo de Albuquerque, na fronteira de Espanha. D. Constança morre de parto em 1345 e a ligação amorosa entre D. Pedro e D. Inês estreita-se ainda mais: contra a determinação do rei, D. Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, de que nascem quatro filhos.
Os conselheiros do rei aperceberam-se das atenções com que o herdeiro do trono português recebia os irmãos de D. Inês e outros fidalgos galegos, chamaram a atenção de D. Afonso IV para aquele estado de coisas e para os perigos que poderiam advir dessa circunstância, uma vez que seria natural antever a possibilidade de vir a criar-se uma influência dominante de Castela sobre a política portuguesa. E persuadiram o rei de que esse perigo poderia afastar-se definitivamente, se se cortasse pela raiz a causa real desse perigo: a influência que D. Inês exercia sobre o príncipe D. Pedro, que um dia viria a ser rei de Portugal. Para isso seria necessário e suficiente eliminar D. Inês de Castro. O problema foi discutido na presença dos conselheiros do rei em Montemor-o-Velho, e aí ficou resolvido que Inês seria executada sem demora. Quando D. Inês soube desta resolução, foi ter com o rei, rodeada dos filhos, para implorar misericórdia, uma vez que ela se considerava isenta de qualquer culpa. As súplicas de Inês só momentaneamente apiedaram D. Afonso IV, que entretanto se deslocara a Coimbra para que se desse cumprimento à deliberação tomada. E a execução de D. Inês efetuou-se em 7 de janeiro de 1355, segundo o ritual e as práticas daquele tempo.
Anos depois, em 1360, D. Pedro I, já então rei de Portugal, jurou, perante a sua corte, que havia casado clandestinamente com D. Inês um ano antes da sua morte.
O tema dos amores de D. Inês e da sua triste morte interessou e continua a interessar grande número de poetas e escritores de várias épocas e de várias nacionalidades. De entre todas as obras literárias portuguesas em que o tema foi tratado, distinguimos:
- A Castro, tragédia em cinco atos e em verso solto, da autoria do poeta António Ferreira (1528-1569), que é geralmente considerada a obra-prima do teatro clássico português.
- A Morta, drama, de Henrique Lopes de Mendonça
- Nova Castro, tragédia, de J. José Sabino
- A Castro, tragédia, de Domingos Reis Quita
- Inez de Castro, romance, de Mendes Leal
- A Fonte dos Amores, poesias, de Sousa Viterbo
- D. Pedro e D. Inês, romance, de Antero de Figueiredo
- D. Inez de Castro, poemeto, de Eugénio de Castro
- Inês de Castro, María Pilar Queralt del Hiero
- Inês de Portugal, João Aguiar
- O Amor Infinito de Pedro e Inês, Luís Rosa
- O Amor de Pedro e Inês, Vanda Furtado Marques
- Lenda de Inês de Castro, António Vasconcelos
- Pedro e Inês, Isabel Santinho
- A Rainha Morta e o Rei Saudade, António Cândido Franco
- O Julgamento de Inês de Castro, Autur Pedro Gil
- Minha Querida Inês, Margarida Ribeiro Pinto
- Até ao fim do Mundo (poesia)
- Pedro e Inês, série televisiva apresentada em 2005, da autoria de Francisco Moita Flores.
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| Túmulo de Inês de Castro, em Alcobaça |
FONTE
Inês de Castro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-07].
sábado, dezembro 24
domingo, dezembro 18
Os 100 livros essenciais da literatura mundial

quinta-feira, dezembro 1
Nicanor Parra vence Prémio Cervantes 2011
O poeta chileno Nicanor Parra (97 anos), foi galardoado, hoje, com a edição 2011 do Prémio Cervantes*.
Formado em física e matemática e já várias vezes nomeado para o Prémio Nobel da Paz, Nicanor Parra é um poeta com ampla popularidade na América Latina.
Descreve-se a si próprio como um "anti-poeta" e tornou-se conhecido por terminar todos os seus recitais com a frase ‘Retrato-me de tudo o que disse'.
Poemas e Antipoemas (1954) é considerada um clássico da literatura latina americana e uma das mais influentes coleções de poesia em língua espanhola de todo o século XX.
*O Prémio Cervantes, criado em 1975 pelo Ministério da Cultura espanhol no valor de 125 mil euros, é o prémio mais importante das letras em língua espanhola e distingue, anualmente, o escritor que, com o conjunto da sua obra, tenha contribuído para enriquecer o legado literário hispânico.
domingo, outubro 23
Centenário do nascimento de Alves Redol
No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Alves Redol, o município de Vila Franca de Xira através do seu Museu do Neo-Realismo, evoca o escritor e a sua obra, através das exposições: Alves Redol – Horizonte Revelado; Alves Redol, projectos de banda desenhada em torno da narrativa redoliana; e Alves Redol e a Fotografia.
Autor da obra Gaibéus, (1939), considerada marco fundador da escrita neo-realista, enquanto narrativa que introduz, no universo da ficção, esse compromisso estético e social que congregou uma nova geração em torno da transformação da sociedade portuguesa, [Alves Redol] legou-nos um significativo património literário, resultado do seu compromisso com um tempo que era o seu, mas também com a sua cidade, Vila Franca de Xira.
As exposições estarão patentes até março de 2012.
[via RBE - Blogue]
Chocolates
(Come chocolates, pequena;
Come, pequena suja, come!
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
Tabacaria [excerto]
15-1-1928
Álvaro de Campos
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| [1888-1935] |
sexta-feira, outubro 21
terça-feira, outubro 18
Receitas literárias - Entradas
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| OVOS COM CHOURIÇO |
O breque rodava na estrada de Benfica: iam passando muros enramados de quintas, casarões tristonhos de vidraças quebradas, vendas com o seu maço de cigarros à porta dependurado de uma guita: e a menor árvore, qualquer bocado de relva com papoulas, um fugitivo longe de colina verde, encantavam Cruges. Há que tempos ele não via o campo!
Pouco a pouco o Sol elevara-se. O maestro desembaraçou-se do seu grande cache-nez. Depois, encalmado, despiu o paletó - e declarou-se morto de fome.
Felizmente estavam chegando à Porcalhota.
O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado - mas, como era cedo para esse acepipe, decidiu-se, depois de pensar muito, por uma bela pratada de ovos com chouriço. Era uma coisa que não provava havia anos, e que lhe daria a sensação de estar na aldeia... Quando o patrão, com um ar importante e como fazendo um favor, pousou sobre a mesa sem toalha a enorme travessa com o petisco, Cruges esfregou as mãos, achando aquilo deliciosamente campestre.
- A gente em Lisboa estraga a saúde! - disse ele, puxando para o prato uma montanha de ovo e chouriço. - Tu não tomas nada?...
Carlos, para lhe fazer companhia, aceitou uma chávena de café.
Daí a pouco Cruges, que devorava, exclamou com a boca cheia:
- O Reno também deve ser magnífico!
Eça de Queirós*, Os Maias
INGREDIENTES [4 pessoas]
90g de chouriço
50g de banha de porco ou manteiga de vaca
8 ovos
1/4 de uma colher de chá de pimenta moída
2 colheres de sopa de leite
1 pitada de sal fino
Corte o chouriço em rodelas finas e retire a película de tripa que o envolve. Coloque a manteiga ou banha numa frigideira e frite ligeiramente as rodelas de chouriço. Entretanto, bata os ovos juntamente com o sal, a pimenta e o leite, misturando bem as gemas e as claras. Junte os ovos batidos ao chouriço e prepare uma omoleta. Sirva quente.
* BIOGRAFIA
José Maria Eça de Queirós [1845-1900], um dos mais prolíficos romancistas portugueses, deixou uma vasta obra que reflete a agitação cultural da sua época (a "Questão Coimbrã"). Estreou-se como escritor nos jornais e em folhetins publicados na Gazeta de Portugal, entre os quais figura O Mistério da Estrada de Sintra (1870), paródia ao enredo romântico, em colaboração com o seu amigo Ramalho Ortigão. A partir da primeira publicação de As Farpas (1871), adotaria um estilo realista/naturalista, defendido nas Conferências do Casino sob o título A Nova Literatura. A sua fina ironia e a sua habilidade em retratar criticamente as idiossincrasias da sociedade da sua época granjearam-lhe um lugar de destaque na ficção realista do século XIX.
Obras principais
O Mistério da Estrada de Sintra (1870); O Crime do Padre Amaro (três versões em 1875, 1876 e 1880); O Primo Basílio (1878); O Mandarim (1880); A Relíquia (1887); Os Maias (1888).
Ficção narrativa póstuma
A Ilustre Casa de Ramires (1900); A Cidade e as Serras (1901); Contos (1902); Ecos de Paris (1905); A Capital (1925); A Tragédia da Rua das Flores (1980).
FONTES:
QUEIRÓS, Eça - Os Maias: episódios da vida romântica. Lisboa: Livros do Brasil, [196-?]
COELHO, Jacinto do Prado, dir. - Dicionário de Literatura. 3ª ed. Porto : Figueirinhas, 1983. vol.3
Na BMAG, 25 de outubro
Terá lugar no próximo dia 25 de outubro, às 14h30, no Foyer do Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (ao Palácio de Cristal), uma palestra dirigida pelo comissário do Plano Nacional de Leitura, Prof. Fernando Pinto do Amaral, sobre a renovação da língua portuguesa em Almeida Garrett, que incidirá na análise e reflexão da obra "Viagens na Minha Terra".
sábado, outubro 15
sábado, setembro 24
sábado, maio 14
Manuel António Pina - Prémio Camões 2011
Prémio Camões
Considerado o prémio literário mais importante no universo da lusofonia, é atribuído anualmente, desde 1989, por um júri internacional e visa «consagrar um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum».
Vencedores1989 – Miguel Torga (Portugal)
1990 – João Cabral de Melo Neto (Brasil)
1991 – José Craveirinha (Moçambique)
1992 – Vergílio Ferreira (Portugal)
1993 – Rachel de Queiroz (Brasil)
1994 – Jorge Amado (Brasil)
1995 - José Saramago (Portugal)
1996 - Eduardo Lourenço (Portugal)
1997 - Pepetela (Angola)
1998 - Antonio Candido (Brasil)
1999 - Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal)
2000 - Autran Dourado (Brasil)
2001 - Eugénio de Andrade (Portugal)
2002 - Maria Velho da Costa (Portugal)
2003 - Rubem Fonseca (Brasil)
2004 - Agustina Bessa-Luís (Portugal)
2005 - Lygia Fagundes Telles (Brasil)
2006 - Luandino Vieira (Angola; recusou)
2007 - António Lobo Antunes (Portugal)
2008 - João Ubaldo Ribeiro (Brasil)
2009 - Arménio Vieira (Cabo Verde)
2010 - Ferreira Gullar (Brasil)
2011 - Manuel António Pina
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