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quarta-feira, julho 18
Nelson Mandela faz hoje 94 anos
Político sul-africano,
Nelson Mandela nasceu a 18 de julho de 1918, em Umtata, África do Sul. Formou-se em Direito e desde cedo deu início à sua atividade política. Com a implantação do regime de apartheid no país, no final da década de 40, assumiu frontalmente a sua oposição à segregação e aos preconceitos raciais. Em 1960, o Congresso Nacional Africano (ANC) foi banido, depois do Massacre de Sharpeville, no qual 67 negros que participavam numa manifestação foram mortos pela polícia. A direção do ANC formou o grupo de guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação) e em 1962 Mandela foi preso e condenado a cinco anos de prisão. Acusado de sabotagem, viu a sua sentença ser ampliada para prisão perpétua. Sob constrangimento internacional, o regime sul-africano procurou negociar uma redução da pena de Mandela. Foi libertado apenas em 1990 pelo presidente Frederik de Klerk.
Mandela tornou-se então líder do Congresso Nacional Africano (ANC), do qual já de há muito se tornara a principal referência. A sua experiência de luta contra o apartheid, a sua postura de moderado no período de transição para uma ordem democrática não segregatícia, o claro objetivo de operar a reconciliação nacional que norteou as suas relações com o presidente de Klerk, valeram-lhe um inesgotável prestígio no país e no estrangeiro. Mandela é provavelmente o político com maior autoridade moral no continente africano, o que lhe tem permitido desempenhar o papel de apaziguador de tensões e conflitos.
Em 1993 recebeu, com de Klerk, o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de estabelecer a democracia, acabando com o regime de segregação racial. Em maio de 1994 tornou-se ele próprio presidente da África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Cercou-se, para governar, de personalidades do ANC, mas também de representantes de outras linhas políticas.
Mandela abandonou o cargo de Presidente da África do Sul em 1999, tendo sido substituído por Thabo Mbeki e editou a sua biografia intitulada Long Walk to Freedom (1994, Longo Caminho para a Liberdade).
Em 2009, a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou o dia 18 julho, data do nascimento de Nelson Mandela, como sendo o MANDELA DAY.
Fonte: INFOPÉDIA
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quarta-feira, junho 13
sábado, junho 9
Charles Dickens
Escritor inglês nascido a 7 de fevereiro de 1812, em Landport, Portsmouth, e
falecido a 9 de junho de 1870, em Gadshill, Rochester. Charles Dickens nasceu
numa família modesta e foi obrigado a trabalhar, ainda criança, depois do pai
ter sido preso por acumulação de dívidas. Nessa altura já vivia em Londres,
para onde se mudou aos dois anos. Conseguiu fazer a instrução primária e foi
então trabalhar como ajudante num escritório de advogados. Aos 18 anos, também
fazia leituras públicas no Museu Britânico. Entretanto, tornou-se jornalista,
tendo elaborado crónicas sobre o parlamento britânico e textos para jornais
humorísticos.
Aos 21 anos iniciou a carreira de escritor, assinando contos e ensaios que eram
publicados em jornais. Cinco anos mais tarde, escreveu o livro The Pickwick
Papers (As Aventuras Extraordinárias do Senhor Pickwick) e
tornou-se, desde logo, um autor de sucesso. Passou então a publicar romances
através de folhetins mensais que se tornaram muito populares. Com este livro,
nasceu um novo tipo de mercado para os escritores ingleses, propondo obras mais
baratas.
Oliver Twist, uma das obras mais conhecidas de Dickens, também foi
inicialmente publicada em fascículos, entre 1837 e 1839. Neste livro, conta a
história de um rapaz a quem é escondida uma valiosa herança e que acaba por
integrar um bando de jovens ladrões.
Seguiu-se Nicholas Nikelby, lançado entre 1838 e 1839, que conta a
história de um rapaz em busca de fortuna. Este romance foi adaptado ao cinema,
em 1948, por David Lean.
Em 1843, surgiu A Christmas carol (Cântico de Natal), que tornou
famosa a personagem de Mr. Scrooge, nomeadamente através de diversas adaptações
cinematográficas.
Em David Copperfield, acabado de publicar em 1850, Dickens aproveitou a
sua experiência de trabalho numa fábrica para escrever a história.
Entre 1860 e 1861, publicou uma das suas últimas grandes obras, Great
Expectations (Grandes Esperanças), onde conta a história de um órfão
que é adotado por uma família rica e se torna um snob. Mas quando o seu
protetor morre, tem de partir de novo do nada.
Inspirado na sua infância infeliz, Dickens lançou romances protagonizados por
crianças, como David Copperfield, Hard Time (Tempos Difíceis)
e Oliver Twist, onde estas são os heróis, mas onde há muito humor.
As suas obras denunciam a vida difícil do operário na sociedade industrial
emergente e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas e a
precariedade da infância, ao mesmo tempo que evidenciam uma arte narrativa
caracterizada por uma grande penetração psicológica posta na composição dos
caracteres.
Paralelamente à carreira de escritor, Charles Dickens viajou bastante fazendo
campanha contra os males da sociedade. Dedicou-se também a dar conferências,
nomeadamente nos Estados Unidos da América.
Depois de ter vivido em Londres, Itália, Suíça e França, Dickens estabeleceu-se
em Gadshill (Inglaterra), em 1860, onde viria a morrer a 9 de junho de 1870.
Fonte: INFOPÉDIA
quarta-feira, maio 23
84º Aniversário de Eduardo Lourenço
Ensaísta e crítico literário português, Eduardo Lourenço nasceu a 23 de maio de
1923, em S. Pedro de Rio Seco, Almeida.
Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela
Universidade de Coimbra, a voz de Eduardo Lourenço exerce um profundo e
consensual fascínio sobre a intelectualidade portuguesa, surpreendendo pela
"capacidade de ser portador de um olhar sempre diferente e inquietante sobre
os problemas de que se ocupa", espantando pela "pluralidade de
interesses, a imensidão de uma cultura que não se entrincheira em redutos de
erudição, o jogo ilimitado das referências" (COELHO, Eduardo Prado -
"Eduardo Lourenço: Um Rio Luminoso", in A Mecânica dos Fluídos,
Lisboa, INCM, 1984, p. 280), estatuto unanimemente reconhecido, por exemplo, na
atribuição de vários prémios nacionais e internacionais (Prémio PEN Clube,
1983; Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon, 1988; Prémio Camões e Prémio D.
Dinis, 1996; Prémio Virgílio Ferreira, pela Universidade de Évora, 2000;
condecoração francesa da Legião de Honra, 2002; Prémio Extremadura a la
Creación, 2006; Prémio Extremadura para a Criação, 2006; Premio Pessoa, 2011).
terça-feira, maio 22
A 22 de maio de 1907
Nasce Georges Prosper Remi, escritor e artista belga conhecido por Hergé, que conquistou fama com a sua personagem mais conhecida, criada em 1929 e publicada até à morte do autor (em março de 1983), nos livros As Aventuras de Tintin.
Homem de passado algo sombrio e com ligações ao nazismo, o criador de Tintin era também racista e antissemita, o que se repercutiu na sua obra.
Alguns livros de Tintin tiveram mesmo de passar por revisões, com o objetivo de apagar das criações de Hergé o seu vinco ideológico. Por exemplo, o livro "Tintin no Congo" retrata os congoleses com uma visão racista; visão apresentada como sendo comum a todos os belgas relativamente aos africanos. Por outro lado, os vilões da banda desenhada de Hergé eram negros, asiáticos, marxistas ou semitas, em resultado do ideal fascista do autor. Apesar desta faceta sombria, certo é que o belga levou a sua arte a todo o mundo, com traduções em mais de 40 línguas.
Também Astérix e Lucky Luke nasceram inspirados em Tintin, que marca uma nova era da banda desenhada.
Pois é, os livros aos quadradinhos também têm destas facetas, ainda assim, muitos não deixam de ser uma delícia!
[adapt. FALAR GLOBAL]
quarta-feira, abril 18
Bento de Jesus Caraça
Cientista e divulgador científico português, Bento de Jesus Caraça nasceu a 18 de abril de 1901, em Vila Viçosa, e faleceu a 25 de junho de 1948, em Lisboa.
Notabilizou-se como matemático e professor. Lecionou, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, as cadeiras de Matemáticas Superiores, Álgebra, Princípios de Análise Infinitesimal, Geometria Analítica e Cálculo das Probabilidades e Suas Aplicações. Nessa sua área de atividade privilegiada que foi a Matemática, publicou, entre outros estudos, as obras Interpolação e Integração Numérica (1930-1932), Lições de Álgebra e Análise (1935-1940), Cálculo Vetorial (1937), Conceitos Fundamentais de Matemática (1942) e As Funções Beta e Gama (1942).
Homem de vasta cultura, Bento de Jesus Caraça preocupava-se com o facto de esta se encontrar confinada às classes altas da sociedade. Procurou, em conformidade, fazer chegar os mais diversos tipos de informação a grande quantidade de concidadãos, o que fez através de palestras, algumas das quais depois dadas à estampa, e da sua atividade editorial à frente da coleção "Biblioteca Cosmos".
A participação na luta antifascista comprometeu a sua atividade profissional. Em 1946 foi afastado do cargo de professor. Em 1979, porém, o regime democrático reconheceria o seu mérito invulgar de cidadão e homem de cultura, condecorando-o a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago de Espada.
Fonte: INFOPÉDIA
170º aniversário do nascimento de Antero de Quental
Poeta filósofo português, Antero Tarquínio de Quental nasceu a 18 de abril de 1842, em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores.
Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito, em Coimbra, assumindo-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão e tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo e, segundo confessará mais tarde, perde a fé.
Publica os Sonetos de Antero (1861), Beatrice e Fiat Lux (1863), Odes Modernas (1865), acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Com a publicação dos opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, Antero de Quental desencadeou a Questão Coimbrã.
Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares.
Como resposta à proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero funda, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social. Por esta altura, publica as primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa.
Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas e, em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX. No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa à atividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte".
Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.
domingo, abril 15
Jean-Paul Sartre
Escritor e filósofo francês, Jean-Paul Sartre nasceu a 21 de junho de 1905, na cidade de Paris. Filho de um oficial da marinha que morreu quando Sartre era ainda criança, mudou-se com a mãe, sobrinha-neta do famoso médico e escritor Albert Schweitzer, para junto do avô.
A família partiu para La Rochelle em 1917, por ocasião do casamento da mãe em segundas núpcias. Após ter frequentado o Lycée Louis-le-Grand, licenciou-se pela Ècole Normale Supérieure em 1929, onde conheceu Simone de Beauvoir, que se viria a tornar na sua companheira. A partir de 1931 trabalhou como professor, tendo a possibilidade de viajar pelo Egito, Grécia, Itália e Alemanha, onde estudou a filosofia de Edmund Husserl e Martin Heiddeger.
Em 1938 publicou o seu primeiro romance, La Nausée (A Náusea), em que exprimia de forma pessimista a sua constatação do absurdo da vida, e o consequente ateísmo. No ano seguinte, e com a deflagração da Segunda Guerra Mundial foi engajado para o serviço militar em 1939, mas foi capturado pelos alemães ao fim de um ano e libertado em 1941. Juntou-se então à Resistência, e contribuiu para publicações periódicas como Les Lettres Françaises e Combat. Em 1943 publicou a sua primeira peça de teatro, Les Mouches (As Moscas), escrita em moldes da tragédia grega e recorrendo à temática da sua mitologia, e em que procura afirmar a doutrina do existencialismo, de que a responsabilidade dos atos do indivíduo recai sempre sobre si mesmo, e constitui o melhor exercício da liberdade.
Com o armistício fundou uma revista, a Les Temps Modernes, de teor literário e político. Decidiu então dedicar-se inteiramente à escrita e às atividades políticas marxistas. Em 1946 apareceu o seu estudo, L'Existencialisme Est Un Humanisme, uma espécie de manifesto da filosofia existencialista, e La Putain Respectueuse. Les Mains Sâles (As Mãos Sujas) foi publicado em 1948.
Visitou a União Soviética após a morte de Estaline, ocorrida em 1953, mas a azáfama política esgotou-o ao ponto de ter de ser internado durante dez dias num hospital. Defendeu a causa da liberdade do povo húngaro em 1956 e da do checo em 1968.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1964, mas recusou a honra como forma de protesto contra os valores da sociedade burguesa. Uma organização terrorista contra a independência da Argélia colocou duas bombas no seu apartamento, uma em 1962 e outra no ano seguinte.Foi presidente do tribunal criado por Bertrand Russell para julgar a conduta militar norte-americana na Indochina em 1967. Apoiou vivamente os acontecimentos do 'maio de 68'. Em 1970 foi detido pela polícia por vender propaganda maoista, na época proibida em França.
Um surto de glaucoma foi prejudicando gradualmente a sua visão, a partir de 1975, até o ter cegado quase completamente no fim da sua vida, que ocorreu a 15 de abril de 1980 em Paris, devido a problemas pulmonares.
Fonte: INFOPÉDIA
Tributo a Leonardo da Vinci
Artista genial e inventor multifacetado italiano, nasceu a 15 de abril de 1452, em Vinci, perto de Florença, e morreu a 2 de maio de 1519 em Amboise, França.
Leonardo da Vinci foi um dos grandes artistas do Renascimento italiano. A paixão pelo conhecimento conduziu-o pelos vários campos do saber, levando-o a interessar-se pela arquitetura, pela engenharia e pela ciência. Fez muitos estudos anatómicos e tentou resolver os mais variados problemas científicos. Os planos, notas e esboços resultantes, deixou-os compilados em milhares de páginas, antecipando, desta forma, muitos dos caminhos da investigação moderna e influenciou duradoiramente a arte italiana.
Leonardo da Vinci foi um dos grandes artistas do Renascimento italiano. A paixão pelo conhecimento conduziu-o pelos vários campos do saber, levando-o a interessar-se pela arquitetura, pela engenharia e pela ciência. Fez muitos estudos anatómicos e tentou resolver os mais variados problemas científicos. Os planos, notas e esboços resultantes, deixou-os compilados em milhares de páginas, antecipando, desta forma, muitos dos caminhos da investigação moderna e influenciou duradoiramente a arte italiana.
Do seu trabalho, relembramos A Virgem Dos Rochedos, A Virgem, A Última Ceia (1497) e Mona Lisa (1503).
Fonte: INFOPÉDIA
segunda-feira, abril 9
Tributo a Adriano Correia de Oliveira
Compositor e intérprete português, Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu a 9 de abril de 1942, no Porto, e morreu a 16 de outubro de 1982, em Avintes. Fez, nesta freguesia de Vila Nova de Gaia, a instrução primária e lá se estreou no teatro amador, ajudando a fundar a União Académica do Porto. Aos 17 anos ingressou no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Não chegou a concluir o curso mas participou ativamente nas organizações estudantis, tendo sido solista no Grupo Universitário de Danças Regionais e no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC) e também guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica. É por esta altura que se aproxima do fado de Coimbra, privando com alguns dos músicos que ajudaram à transformação do tradicional fado coimbrão.
O lançamento de Noite de Coimbra (1960) revelou algumas insuficiências a nível das letras, pelo que Adriano Correia de Oliveira optou por dedicar-se apenas à composição da parte musical e à vocalização, partindo de poemas escritos por autores como António Cabral, António Ferreira Guedes, Luís Andrade e Urbano Tavares Rodrigues. Foi nesse espírito que nasceu o primeiro longa-duração (LP) do cantor, Fados de Coimbra (1963). A esse sucedeu Adriano Correia de Oliveira, em 1967. No ano seguinte, o cantor deixa a cidade de Coimbra e parte para Lisboa, trabalhando no gabinete de imprensa da FIL e mantendo trabalhos de produção musical. Entre 1968 e 1971, é editada uma trilogia dedicada à poesia de Manuel Alegre, com os álbuns O Canto E As Armas, Cantaremos e Gente D'Aqui E De Agora.. Nesta trilogia, surgiram diversos temas assumidos como hinos de resistência à opressão do regime do Estado Novo. O último álbum desta trilogia, editado em 1971, incluía um poema de Assis Pacheco (na contracapa) e um alinhamento de 11 canções, de onde se destacam temas como "O Senhor Morgado", "Cantar de Emigração" e "Como Hei de Amar Serenamente".
A esta trilogia seguiu-se um hiato de quatro anos sem gravações, motivado pela recusa do cantor em submeter-se à Comissão de Censura. O álbum Que Nunca Mais, editado em 1975, estava pronto antes do 25 de abril de 1974. Este registo valeu ao cantor o título de Artista do Ano, atribuído pela revista britânica Music Week.
Em 1979, depois de ter contribuído para a fundação da Cantabril, uma cooperativa de músicos ligados ao Partido Comunista Português, Adriano entra em rota de colisão com a Direção da cooperativa. É expulso, graças a uma dívida financeira, sendo que a cooperativa alegou também a inadaptação de Adriano à perspetiva mercantilista do mercado discográfico.
Morre em 1982, vítima de uma hemorragia no esófago. De entre os álbuns que gravou, destacam-se O Canto e as Armas (1969 com letras de Manuel Alegre), Que Nunca Mais (1975), Cantigas Portuguesas (1980) e Canção do Linho (1983). Na memória ficaram canções como "Trova do Vento que Passa", "Canção com Lágrimas", "Barcas Novas" e "Lira".
A Movieplay editou, em 2001, a obra completa, em 7 CDs, acompanhada por um livro com as letras e poemas que foram musicados pelo cantor/compositor.
[adap. Infopédia]sábado, abril 7
Tributo a Almada Negreiros
Pintor, desenhador, vitralista, poeta, romancista, ensaísta, crítico de arte, conferencista, José de Almada Negreiros nasceu a 7 de abril de 1893, em S. Tomé e Príncipe, e morreu a 15 de junho de 1970, em Lisboa.
Almada-Negreiros foi uma das mais notáveis figuras da cultura portuguesa e uma das que mais decisivamente contribuíram para a criação, prestígio e triunfo de uma mentalidade moderna entre nós e um dos principais representantes da vertente vanguardista do movimento modernista português.
Eis o Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros, na voz de Mário Viegas.
quarta-feira, abril 4
Marguerite Duras
Escritora, argumentista e cineasta francesa nascida a 4 de abril de 1914, na Indochina, atual Vietname, com o nome de Marguerite Donnadieu, e falecida a 3 de novembro de 1996, em Paris.
Passou a infância na Indochina e aos 17 anos mudou-se para França, onde estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade da Sorbonne, em Paris. Licenciou-se em 1935. Entretanto, adotou o nome Duras.
Mal se licenciou, foi trabalhar no secretariado do Ministério das Colónias, onde esteve até 1941. Nesta altura, já tinha eclodido a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e Duras integrou a Resistência francesa, assim como se filiou no Partido Comunista.
Em 1942, lançou o seu primeiro romance, Les Impudents.
Após o final da guerra trabalhou como jornalista na revista Observateur e continuou a escrever, tendo alcançado o reconhecimento da sua obra com três romances lançados entre 1950 e 1955: Une Barrage Contre le Pacifique (Uma Barragem Contra O Pacífico), Le Marin de Gibraltar (O Marinheiro de Gibraltar) e Le Square (O Jardim).
Em 1958, lançou Moderato Cantabile, no qual abandonou os temas mais tradicionais por assuntos como o desejo sexual, o amor, a morte e a memória.
Em 1959, escreveu o argumento do filme Hiroshima Mon Amour (Hiroshima Meu Amor), realizado por Alain Resnais, e viria a ser nomeada para um Óscar da Academia de Hollywood.
A paixão pelo cinema na carreira de Marguerite Duras ficou mais patente na década de 70, altura em que escreveu e realizou diversos filmes, como Camion, com Gerard Depardieu.
Em 1984, com L'Amant (O Amante), romance semi-autobiográfico sobre a sua juventude na Indochina, ganhou o mais prestigiado galardão literário francês, o Prémio Goncourt.
Em 1985, lançou uma coletânea de contos, La Douleur (A Dor), inspirada na situação que viveu no pós-guerra, quando teve de tratar do marido que sobreviveu aos campos de concentração nazis. Quando ele recuperou, separou-se dele para casar com outro homem, como já planeara antes.
Entretanto, desde 1980, Duras mantinha uma relação conturbada com Yann Andréa Steiner, 38 anos mais novo que ela e obcecado pelos seus livros. Andréa Steiner escreveu dois livros sobre o período em que viveu com Duras, quando a criatividade dela já estava ofuscada por problemas alcoólicos.
Apesar de tudo, o casal viveu junto até à morte da escritora, em 1996, em Paris.
Fonte: Infopédia
segunda-feira, abril 2
Hans Christian Andersen
Escritor dinamarquês, o autor de contos de fadas mais conhecido mundialmente, nasceu a 2 de abril de 1805, em Odessa, e morreu a 4 de agosto de 1875, em Copenhaga, também na Dinamarca.
Membro de uma família humilde, aos 11 anos, após a morte do pai, foi viver para a capital, Copenhaga, onde estudou canto e dança, graças a uns protetores. Trabalhou no Teatro Real como ator e bailarino e também escreveu algumas peças. Entretanto, em 1828, entrou na Universidade de Copenhaga.
Contudo, o grande interesse de Hans Christian Andersen era a literatura o que fez dele um ávido leitor. Em 1833, começou a publicar os seus primeiros textos, desde obras dramáticas, a diários, apontamentos de viagens e romances. O reconhecimento internacional chegou em 1835 com o romance O Improvisador. Ainda a nível de romances escreveu Nada como um menestrel (1837), Livro de Imagens sem imagens (1840) e O romance da minha vida (autobiografia, 1847).
Contudo, tornou-se mundialmente famoso pelos contos que escreveu, especialmente por serem dedicados ao público infantil, o que era raro na época. Publicou os primeiros em 1835 e foi acrescentando outros até 1872, altura em que atingiu os 156 contos. De início, Andersen baseou-se nas tradições populares do seu país para escrever as histórias, passando depois aos contos de fadas e a outros onde a Natureza era a protagonista, ou até mesmo os objetos. Assim, escreveu, sucessivamente, contos como Companheiro de Viagem, Os Cisnes Selvagens, O Duende, A Colina dos Elfos, O Rouxinol, O Sapo, O Abeto, As Flores da Pequena Ida, A Agulha de Remendar, A Gota de Água, A Velha Lanterna e Os Trapos. Contudo, nos seus contos mais famosos, O Soldadinho de Chumbo e A Pequena Sereia, notavam-se influências autobiográficas.
Nos seus contos havia sempre uma moral e Andersen tentava passar a ideia de padrões de comportamento que deveriam ser adotados, nomeadamente para que houvesse igualdade entre todas as pessoas.
Hans Christian Andersen escreveu regularmente até 1872, altura em que ficou bastante doente. Viria a morrer três anos mais tarde, a 4 de agosto de 1875, em Copenhaga.
A data de nascimento do escritor, 2 de abril, é hoje em dia utilizada para assinalar o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil e o mais importante prémio literário do mundo do género, atribuído pelo International Board on Books For Young People, tem o seu nome.
Fonte: Infopédia
domingo, abril 1
Tributo a Mário Viegas
Ator português, de nome completo António Mário Lopes Pereira Viegas, nasceu a 10 de novembro de 1948, em Santarém, e morreu a 1 de abril de 1996. Foi considerado como o maior ator do pós-25 de abril.
Aos 15 anos, já fazia teatro amador. Após ter frequentado a Faculdade de Letras e o Conservatório Nacional em Lisboa, estreou-se no Teatro Experimental de Cascais (TEC). Em 1969 ingressou no Teatro Universitário do Porto e em 1970 regressou ao TEC. Começou a ser conhecido como declamador, tendo gravado diversos discos. Iniciou-se no cinema em 1975 com a curta-metragem O Funeral do Patrão. Foi um dos elementos fundadores do grupo A Barraca, em 1976. Aqui, assinaria um dos papéis mais inesquecíveis da sua carreira teatral: D. João VI (1979), que lhe valeu o prémio de melhor ator no Festival de Teatro de Sitges.
Cinematograficamente, foi um dos «atores-fétiche» de José Fonseca e Costa, com quem trabalharia em Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991). Trabalhou também sob a orientação de Artur Semedo em O Rei das Berlengas (1978), de Manoel de Oliveira em A Divina Comédia (1991) e de Roberto Faenza em Afirma Pereira (1996).
Fez também televisão, apresentando os programas Palavras Ditas (1986) e Palavras Vivas (1990), onde declamou poemas de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, António Nobre, Cesário Verde e Pablo Neruda. Mas foi no teatro que atingiu os seus maiores momentos: em 1991, fundou a Companhia Teatral do Chiado onde o seu maior sucesso viria a ser Europa Não! Portugal Nunca! (1995).
Paralelamente, tentou uma carreira política: nas Legislativas de 1995 integrou as listas da UDP e no mesmo ano anunciou a sua candidatura à Presidência da República, com o slogan «O Sonho ao Poder», obtendo algum feedback entre a classe universitária lisboeta. No entanto, a síndrome da imunodeficiência adquirida, da qual viria a falecer, acabaria por inviabilizar a sua ida às urnas.
Aos 15 anos, já fazia teatro amador. Após ter frequentado a Faculdade de Letras e o Conservatório Nacional em Lisboa, estreou-se no Teatro Experimental de Cascais (TEC). Em 1969 ingressou no Teatro Universitário do Porto e em 1970 regressou ao TEC. Começou a ser conhecido como declamador, tendo gravado diversos discos. Iniciou-se no cinema em 1975 com a curta-metragem O Funeral do Patrão. Foi um dos elementos fundadores do grupo A Barraca, em 1976. Aqui, assinaria um dos papéis mais inesquecíveis da sua carreira teatral: D. João VI (1979), que lhe valeu o prémio de melhor ator no Festival de Teatro de Sitges.
Cinematograficamente, foi um dos «atores-fétiche» de José Fonseca e Costa, com quem trabalharia em Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991). Trabalhou também sob a orientação de Artur Semedo em O Rei das Berlengas (1978), de Manoel de Oliveira em A Divina Comédia (1991) e de Roberto Faenza em Afirma Pereira (1996).
Fez também televisão, apresentando os programas Palavras Ditas (1986) e Palavras Vivas (1990), onde declamou poemas de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, António Nobre, Cesário Verde e Pablo Neruda. Mas foi no teatro que atingiu os seus maiores momentos: em 1991, fundou a Companhia Teatral do Chiado onde o seu maior sucesso viria a ser Europa Não! Portugal Nunca! (1995).
Paralelamente, tentou uma carreira política: nas Legislativas de 1995 integrou as listas da UDP e no mesmo ano anunciou a sua candidatura à Presidência da República, com o slogan «O Sonho ao Poder», obtendo algum feedback entre a classe universitária lisboeta. No entanto, a síndrome da imunodeficiência adquirida, da qual viria a falecer, acabaria por inviabilizar a sua ida às urnas.
Pela sua carreira e méritos artísticos foi várias vezes premiado por diferentes entidades culturais, como, por exemplo, pela Casa da Imprensa, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e pela Secretaria de Estado da Cultura. Em 1993 foi agraciado com a Medalha de Mérito da cidade de Santarém e, em 1994, recebeu, pelas mãos do então Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares, a comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
FONTE: Infopédia
quinta-feira, março 29
Eduardo Prado Coelho
Ensaísta e crítico literário, Eduardo Almeida do Prado Coelho, filho do professor catedrático Jacinto do Prado Coelho, nasceu a 29 de março de 1944, em Lisboa, e faleceu a 25 de agosto de 2007, na mesma cidade.
Foi responsável pela Direção-Geral de Ação Cultural, em 1975, professor no Departamento de Estudos Ibéricos da Universidade de Sorbonne, em 1988, conselheiro cultural da embaixada portuguesa em Paris, de 1989 a 1998, diretor do Instituto Camões em Paris em 1997, e, em 2000, foi o comissário da participação portuguesa no "Salon du Livre".
Assíduo colaborador de diversos jornais, publicou, entre outros estudos, A Palavra Sobre a Palavra (1972) e Mecânica dos Fluidos (1984), assim como os volumes autobiográficos Tudo o que Não Escrevi (1992 e 1994).
Da sua vastíssima bibliografia, destacam-se, para além das obras já citadas, a organização da edição do Dicionário das Ciências da Linguagem, de Tzvetan Todorov, Diálogos sobre a Fé (2004), Dia Por Ama (2004), Situações de Infinito (2004), A Razão do Azul (2004), e Nacional e Transmissível (2006).
Em 1996, Eduardo Prado Coelho foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores/Câmara Municipal do Porto e, em 2004, com o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom.
Verlaine nasceu a 30 de março de 1844
Poeta francês, Paul Verlaine nasceu em Metz e faleceu a 8 de janeiro de 1896, em Paris.
Paul Verlaine publicou, em 1866, o seu primeiro livro, Poèmes Saturniens, seguido de Fêtes Galantes (1869), La Bonne Chanson, Romances Sans Paroles, Ars poétique (1874), Jadis et naguère, Sagesse (1877), Les Poètes Maudits (1886).
Considerado, em 1894, O Príncipe dos Poetas franceses pelos seus contemporâneos, Paul Verlaine foi um dos líderes do Simbolismo, movimento que busca a espiritualidade e transcendência metafísica.
Apesar de ter morrido na miséria, o seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas.
Tributo a Vincent van Gogh
Pintor holandês pós-impressionista, Vincent van Gogh nasceu a 30 de março de 1853 e suicidou-se com um tiro no dia 29 de julho de 1890.
A sua arte inicia o Expressionismo, valorizando o que é significativo em detrimento dos padrões de beleza clássicos, de maneira a que a pintura seja mais "verdadeira do que a própria verdade".
Os Girassóis, A Ponte Levadiça, o pomar de Pessegueiros em Flor, Os Ciprestes e Corvos sobre a Seara são quadros da autoria de Van Gogh.
terça-feira, março 20
sexta-feira, março 16
Tributo a Camilo Castelo Branco
Um dos grandes génios da Literatura Portuguesa e o primeiro escritor profissional português, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu a 16 de março de 1825, em Lisboa, e suicidou-se a 1 de junho de 1890 em S. Miguel de Seide, Famalicão.
As suas obras principais são: A Filha do Arcediago, 1855; Onde está a Felicidade?, 1856; Vingança, 1858; O Romance dum Homem Rico, 1861; O Morgado de Fafe em Lisboa, 1861 (teatro); Amor de Perdição, 1862; Memórias do Cárcere, 1862; O Bem e o Mal, 1863; Vinte Horas de Liteira, 1864; A Queda dum Anjo, 1865; O Morgado de Fafe Amoroso, 1865 (teatro); O Retrato de Ricardina, 1868; A Mulher Fatal, 1870; O Regicida, 1874; Novelas do Minho, 1875-1877; Eusébio Macário, 1879; A Brasileira de Prazins, 1882.
Neste dia, visite a Casa de Camilo
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