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quarta-feira, novembro 9

"Pensar é estar doente dos olhos"

"Pensar é estar doente dos olhos", de Alberto Caeiro, foi o tema do encontro informal entre os alunos do 12º 1 e a Dr.ª Susana Gonçalves da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, realizado no passado dia 8 de novembro. 
Este verso, de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, transformou-se numa verdadeira aula de sensibilização e educação sobre os deficientes visuais: ver, não ver e aprender.

segunda-feira, outubro 24

Concurso Nacional de Leitura 2011/2012 - 1ª fase

REGULAMENTO - 1ª fase
Tal como em anos anteriores, a Escola Secundária João Gonçalves Zarco vai participar no Concurso Nacional de Leitura (CNL) 2011/2012, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, em articulação com a DGLB e com a RBE, tendo como objetivo estimular a prática da leitura entre os alunos do Ensino Secundário e do Ensino Básico. Este concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes desses graus de ensino.
A participação no concurso está aberta a todos os estudantes da ESJGZarco. Para efeito da sua participação nesta 1ª fase do CNL, os concorrentes devem cumprir o estipulado pelo presente regulamento.

Artigo 1º
Categorização dos concorrentes
Os concorrentes serão repartidos em duas categorias: alunos do 3º ciclo do Ensino Básico (7º, 8 e 9º anos) e alunos do Ensino Secundário (10º, 11º e 12º anos).

Artigo 2º
Calendarização
A 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura (prova eliminatória, na qual serão apurados no máximo 3 vencedores de cada categoria os quais passarão à fase seguinte) terá lugar no dia 11 de janeiro de 2012, às 16.00 horas.
As inscrições estão abertas na BiblioZarco até ao dia 25 de novembro de 2011.

Artigo 3º
Provas de seleção
As provas (escritas e/ou orais – perguntas sobre a história, o ambiente, as personagens, etc.) têm como objetivo avaliar os conhecimentos dos concorrentes sobre as obras selecionadas, podendo constar de:
  • Questionário de escolha múltipla
  • Questionário verdadeiro / falso
  • Comentário pessoal
Cada prova deverá ser entregue legível, sem emendas e sem rasuras. As eventuais situações de ex-aequo serão desempatadas mediante provas adicionais.

Artigo 4º
Obras selecionadas para leitura
Os concorrentes deverão ler para a categoria em que concorrem as seguintes obras:
Ensino Básico (7º, 8º e 9º anos)
O Pintor debaixo do lava-loiças, de Afonso Cruz
O Velho e o mar, de Ernest Hemingway
Ensino Secundário (10º, 11º e 12º anos)
A Boneca de Kokoschka, de Afonso Cruz
Mar Me Quer, de Mia Couto


Artigo 5º
Constituição e competências do júri
Ao júri, presidido pelo professor bibliotecário da BiblioZarco, cabe selecionar as obras de referência, conceber e corrigir as provas de avaliação da leitura.
Será da competência do júri resolver os casos omissos do presente regulamento.

Artigo 6º
Prémios
Serão atribuídos prémios aos três vencedores de cada uma das categorias do concurso. Estes seis participantes passarão à 2ª fase do concurso.
Aos restantes concorrentes serão atribuídos diplomas de participação.

Palavras com açúcar

Depois do TOQUALER, os alunos "alimentaram-se", recolhendo PALAVRAS COM AÇUCAR!

Palavras com açúcar

"Ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer."
                                       Natália Correia


"Isto filhos, a poesia e a cozinha são irmãs!"
                                                  Eça de Queirós


"Ler é beber e comer. O espírito que não lê
emagrece tal como o corpo que não come."
                                                               Victor Hugo

Hoje, Dia da Biblioteca Escolar, alimenta-te com PALAVRAS COM AÇÚCAR!

domingo, outubro 23

Teresa Calçada: "Ninguém nasce leitor"

Uma revolução silenciosa ocorre hoje nas escolas, graças às bibliotecas escolares e aos professores bibliotecários. Portugal conseguiu pela primeira vez, em 2010, atingir a média dos países da OCDE em literacia de leitura. No Mês Internacional da Biblioteca Escolar, Teresa Calçada, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) desde 1996, comissária adjunta do Plano Nacional de Leitura (PNL), deita contas à actividades das 2277 escolas integradas na RBE, que servem 1,1 milhões de alunos.



O que é hoje uma Biblioteca Escolar?
É, como sempre foi, um lugar de procura de saber. Mas hoje o que se procura, o que se encontra, o modo como se opera para encontrar, as tecnologias que usamos, não são apenas a tecnologia do livro – temos recursos em suporte papel e em suporte digital. E as bibliotecas escolares são também os professores bibliotecários. São eles os orientadores, quem transmite aos miúdos uma consciência dos méritos e das vantagens acrescidas, mas não escondendo os seus perigos – no sentido da ilusão de que tudo o que está na internet é verdadeiro. A era da web não pode viver só da destreza, tem de viver de competências que não são inatas. Nenhum leitor nasce leitor. E isso é válido tanto para a tecnologia do livro como para o ambiente digital. Os leitores fazem-se com trabalho, com produção, com prática continuada.
Segundo o último estudo do PNL, o interesse dos jovens pela leitura aumentou e 52,4% consideram-na agora muito importante. As bibliotecas escolares tiveram um papel nessa mudança de atitude?
Quero crer que sim. O estudo demonstra que há um trabalho de retaguarda da Rede de Bibliotecas Escolares, que há mais miúdos a frequentá-las, uma melhor qualificação e que a oferta se vem adequando aos tempos. Costumo dizer que as bibliotecas escolares são uma espécie de tosco, são a infraestrutura, e o PNL, uma espécie de supraestrutura, que trouxe uma narrativa construída para divulgar a leitura como um bem, valorizá-la socialmente, torná-la uma imagem de marca. Os miúdos habituaram-se a que “LeR+” não é uma coisa “cota”, os pais associam “LeR+” a uma marca de qualidade, e isso trouxe, objectivamente, como verifica este estudo, uma valorização da leitura.
Os estudos também demonstram que, na entrada da adolescência, mesmo quem tem hábitos de leitura perde-os.
Sim, há um momento em que vida é muito atraente. Mas a nossa experiência diz-nos que se os leitores estão feitos depois voltam - porque têm a competência leitora. O problema está em não ter sido feito o trabalho de formar leitores, de lhes dar a competência, de lhes criar a necessidade. Aliás, Umberto Eco há muito que nos ensinou que o livro subsistirá enquanto a necessidade existir. Por isso é tão importante trabalhar com os miúdos pequenos, criar neles a necessidade. É um trabalho muito difícil mas muito importante.
O que é ler com competência?
Primeiro, é ganhar o código de leitura. Tal como andar de bicicleta ou nadar, necessita de muito treino, o que exige tempo e persistência. Depois, é necessário ter mecanismos para perceber o que os miúdos, mesmo lendo com certa destreza, não entendem porque ler é interpretar. Muitos meninos acabam o 4º ano sem essa competência bem cimentada. Estão condenados a serem maus leitores, logo maus alunos, em muitos casos reproduzindo a exclusão que transportavam à entrada da escola. Os estudos do PISA demonstram que em Potugal a escola é inclusiva, e a biblioteca ajuda também nesse trabalho. Tendo em conta que quando entra na escola um menino de uma família mais letrada está logo condenado a ler melhor porque tem o triplo do vocabulário de outra criança de famílias menos letradas, percebe-se a importância do trabalho da escola e da biblioteca.
Em época de crise, o papel das bibliotecas é ainda mais importante?
Acho que sim. Falamos sempre das bibliotecas como locais de inclusão, quer pelos recursos que têm quer pelo facto de quem as governa desempenhar um trabalho que muitas vezes as famílias não fazem porque não sabem ou porque não podem. Quanto mais vivemos no mundo da informação (e hoje a atravessar momentos de menor abundância), mais as bibliotecas, como lugar de abundância, devem ser usadas em rede. Tenho consciência de que, no caso das bibliotecas escolares, o que verdadeiramente faz a diferença é ter lá pessoas que governam as bibliotecas. Se assim não for, são subaproveitadas. 
                                                                        
Por Cláudia Lobo, in Radar Entrevista,
Visão de 20 de outubro de 2011

[via Bibliobeiriz / Manuela D.L. Ramos, PB]

Por que preciso da Biblioteca? Eis a resposta.


[via Bibliotecar]

sábado, outubro 1

Outubro é o Mês Internacional da BE

Segundo os princípios estabelecidos pela International Association of School Librarianship - IASL, outubro é, em todo o mundo, o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. 
Em Portugal, o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (GRBE) decidiu declarar o dia 24 de outubro como o Dia da Biblioteca Escolar.