terça-feira, novembro 8
Hoje, Cecília Meireles faria 110 anos
Poetisa e professora brasileira, nasceu no Rio de Janeiro a 7 de novembro de 1901 e faleceu a 9 de novembro de 1964. Formada pelo Instituto de Educação, em 1917, ao mesmo tempo que estudava línguas e frequentava o Conservatório Nacional de Música, publicou, apenas com 18 anos, o seu primeiro livro de poesia, intitulado Espectros. Desde então e até 1927, fez parte do grupo de escritores católicos que, colaborando nas revistas Árvore Nova, Terra de Sol e Festa, formaram a corrente espiritualista, corrente esta que a autora trocaria mais tarde pelo movimento neo-simbolista, tendência bem evidenciada nos livros que escreveu em 1923 (Nunca Mais... o Poema dos Poemas) e em 1925 (Balada para El-Rei).De 1930 a 1934, dirigiu a página dedicada à educação no Diário de Notícias, fundando, neste último ano, uma das primeiras bibliotecas infantis do Brasil, no Rio de Janeiro. De ascendência portuguesa, Cecília Meireles visitou Portugal, facto que inspirou o seu segundo livro, Viagem (que recebeu o primeiro Prémio da Academia Brasileira de Letras em 1938).
De regresso ao Brasil, lecionou Literatura Luso-Brasileira e, até 1938, foi responsável pela disciplina de Técnica e Crítica Literária na Universidade do então distrito federal. Em 1940, ensinou Literatura e Cultura Brasileiras na Universidade do Texas. Mais tarde, viajou por muitos outros países, fazendo conferências, ministrando cursos e tomando contacto com a cultura de países pelos quais se sentia atraída, tais como o México, a Índia e, principalmente, Portugal. Além de se ter dedicado à literatura e ao ensino, a autora interessou-se também pelo folclore, tendo, em 1951, secretariado o I Congresso Nacional de Folclore e publicado, em 1955, a obra Panorama Folclórico dos Açores, especialmente sobre a Ilha de S. Miguel. Por outro lado, a pesquisa histórica levou-a a escrever, em 1953, Romanceiro da Inconfidência.
Sendo sócia honorária do Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e do Instituto Vasco da Gama, em Goa, foi condecorada com o grau de Oficial da Ordem de Mérito do Chile e com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Deli, Índia.
Sendo sócia honorária do Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e do Instituto Vasco da Gama, em Goa, foi condecorada com o grau de Oficial da Ordem de Mérito do Chile e com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Deli, Índia.
A obra de Cecília Meireles ocupa um lugar muito particular na literatura brasileira contemporânea por não se inscrever em qualquer escola literária. Na sua poesia, distinguem-se claramente três temas fundamentais: o oceano, o espaço e a solidão. De toda a sua vasta obra, destacam-se: Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945), Retrato Natural (1949), Canções (1956), Metal Rosicler (1960) e Solombra (1963).
Cecília Meireles. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-11-08].
OU ISTO OU AQUILO
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinque, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Notícia de última hora: a China vai proibir as lâmpadas incandescentes
A China anunciou que vai proibir a venda e as importações de lâmpadas incandescentes, de 100 ou mais watts, a partir de 1 de outubro de 2012. As lâmpadas de 60 watts – e superiores – serão proibidas a partir de outubro de 2014, e as de 15 watts em 2016.
O gigante asiático, que por acaso é o maior produtor de lâmpadas eficientes, quer substituir todas as mil milhões de lâmpadas incandescentes utilizadas no País por lâmpadas mais eficientes num período de cinco anos.
Esta é uma das maiores medidas já tomadas por Pequim para reduzir as emissões de CO2. A iluminação representa 19% do total do consumo global de electricidade, segundo a Agência Internacional de Energia, mas este número poderia baixar para os 7% se outros dos maiores consumidores de energia seguissem o exemplo da China.
Recorde-se que também a União Europeia proibiu, em setembro, a comercialização de lâmpadas incandescentes. O Brasil e a Austrália são outros dos países que estão a apostar, através de idêntica legislação, na eficiência energética.
As lâmpadas incandescentes ainda representam 50 a 70% das vendas de lâmpadas globais e países como os Estados Unidos, por exemplo, ainda não proibiram as suas vendas. A China é responsável pelo fabrico de 70% das lâmpadas incandescentes de todo o mundo, o equivalente a 3,85 mil milhões de lâmpadas.
[via GREENSAVERS]
De 18 de novembro a 4 de dezembro, no TNSJ
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| A VOZ HUMANA, de Jean Cocteau Interpretação de Emília Silvestre |
Ansioso, atribulado e desesperado telefonema de despedida de uma mulher abandonada pelo amante, A Voz Humana é um monólogo traiçoeiramente simples e prosaico. Apupada na estreia, em 1930, a peça de Jean Cocteau acabou inevitavelmente por encontrar a sua fortuna, ao ser interpretada por atrizes como Ingrid Bergman, Liv Ullmann e Simone Signoret, e ao tornar-se, por exemplo, o núcleo sensível de A Lei do Desejo de Pedro Almodóvar. Parece agora ter chegado o momento de Emília Silvestre assumir, entre nós, esta mulher que fala ao telefone com um amante invisível – e inaudível. Um novo teste ao excepcional domínio vocal, ao apurado sentido de composição e à desenvolta plasticidade da atriz fundadora do Ensemble, depois dos fulgurantes monólogos e solos que foram pontuando a sua carreira – do tour de force pessoano da “Carta da Corcunda para o Serralheiro” de Turismo Infinito e Sombras à demasiado humana Boca de Não Eu, de Beckett, ou a esse repositório de dor de Dama d’Água, de Frank McGuinness. Mas nesta Voz Humana também Carlos Pimenta – acompanhado por Raquel Castro, realizadora do filme-ensaio Soundwalkers – propõe uma evasão do naturalismo que informa o texto de Cocteau, ensaiando um novo investimento audiovisual e colocando em tensão os 80 anos volvidos sobre a escrita deste monólogo em que a tecnologia – o telefone – detém um papel central.
Teatro Nacional de São João
Quarta a sábado: 21h30
Domingo: 16h00
M/12 anos
segunda-feira, novembro 7
Seminário sobre os Direitos das Crianças
A Amnistia Internacional – Portugal vai levar a efeito no próximo dia 19 de novembro, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett (jardins do Palácio de Cristal), um Seminário Internacional sobre os Direitos das Crianças subordinado ao tema "Os Direitos das Crianças na Actualidade".
A inscrição deverá ser feita em: http://www.amnistia-internacional.pt/
Tendo em conta a lotação do Auditório, todas as inscrições terão de ser confirmadas, para o que será considerada a data de receção dessas inscrições.
Inscrevam-se!
Homenagem a Marie Curie
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| Marie Curie |
Física francesa, Marie Sklodowska Curie nasceu a 7 de novembro de 1867, em Varsóvia, e morreu a 4 de julho de 1934, em Sallanches, perto de Paris.
Marie fez os estudos superiores na Universidade da Sorbonne, em Paris, para onde emigrara em 1881. No decurso dos estudos, e em conjunto com o seu marido, Pierre Curie, descobriu o fenómeno da radioatividade, a partir de novos elementos que emitiam espontaneamente radiações. Em 1898, o casal conseguiu isolar um novo elemento que foi designado por polónio (nome dado em homenagem ao país de origem de Marie) e meses mais tarde o rádio (Ra). Em 1903, Marie e Pierre receberam, em conjunto, o Prémio Nobel da Física, pelos seus estudos sobre a radioatividade.
Após a morte do marido, Marie Curie ocupou a cátedra deixada vaga por este, sendo a primeira mulher a ensinar na Sorbonne. Dando seguimento às suas pesquisas na tentativa de isolar o rádio metal, em 1910, obteve uma pequena quantidade de rádio puro no estado metálico. Esta circunstância incitou-a a fundar e dirigir o Instituto de Rádio, em Paris. Por todo o trabalho e investigação laboratoriais desenvolvidos, em 1911 foi-lhe atribuído a título pessoal o Prémio Nobel da Química, sendo o único cientista a receber este prémio por duas vezes.
Esta cientista, que no final da vida leccionava Física Geral na Faculdade de Ciências e supervisionava o Instituto do Rádio, foi a primeira mulher a ser sepultada no Panthéon de Paris.
Depois da sua morte foi publicado o livro Radioactivité, em que trabalhou durante vários anos.
[texto adapt. Infopédia]
domingo, novembro 6
Lançamento do livro
Amanhã, 7 de novembro, pelas 19h45, no dia do 144º aniversário da cientista Marie Curie (a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel), terá lugar, na UNICEPE, a apresentação do livro "Marie Sklodowska Curie - Imagens de outra face", pela própria autora, a Professora Doutora Raquel Gonçaves Maia.
SINOPSE:
Marie Skłodowska Curie foi uma pioneira na Ciência, uma vida repartida entre a angústia, a glória e a tragédia. O Rádio e o Polónio saíram das suas mãos. À radioactividade devotou a vida. Depois de Marie Curie foi mesmo preciso olhar a integração da mulher na sociedade sob um desígnio completamente inovador. Marie Curie, de origem polaca, estudou na Sorbonne (Paris), Física e Matemática. E na Sorbonne se doutorou. E nela foi professora. Recebeu dois Prémios Nobel, da Física em 1903 e da Química em 1911. A primeira mulher. Mas, quer na sua vida, quer na sua obra existe um lado oculto e ocultado. Imagens de outra face... Saberemos nós que Marie nem nomeada fora para o primeiro Prémio Nobel?
E teria sido o segundo Prémio Nobel atribuído em virtude de uma investigação inovadora? Não terá esta mulher, que tantos estudos empreendeu sobre a radioactividade, mal interpretado os perigos da sua utilização? Conheceremos a sua generosa e activa participação na Grande Guerra? Seria esta “femme en noir”, um coração fechado para o amor?
Marie Curie foi filha, irmã, mãe, esposa, amante, venceu preconceitos e transcendeu convenções. Não foi uma mulher perfeita; nem, porventura, uma cientista perfeita. Mas estava muito próximo de o ser e era notável.
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