domingo, março 6
Faça lá um poema - Vencedores
Sapato
Sapato velho e sujo,
cansado de tanto andar,
por montes, rios e vales,
com o meu dono a saltitar…
Quando chegamos a casa,
descalças-me,
atiras-me para o chão,
De manhã, tropeças em mim
e depois ralhas comigo,
mas voltas a calçar-me,
para jogar à bola comigo.
Levo chutos e mais chutos
no recreio da escola,
marcamos golos os dois
e sem ti não sou ninguém,
tu sem mim não jogas bem!
Pedro Miguel Costa Pereira
Floresta
Quis conjugar “floresta”,
Mas “floresta” é um nome….
Como trabalhar nesta festa?
Como fazer o seu estudo?
Ah!, já sei!
Vou registar a área vocabular.
É assim:
Árvores, flores, animais…
Insectos, pedras, musgo,
Frutos, folhas, pardais,
Águas puras e frescas…
Tudo o que é bom demais!
Podes cheirar e saborear,
Sentir cheiros, sabores
E veres cores…
E nesta sinestesia,
Unires a tua alegria
E seres parte desta maravilha!
Luana Cardoso
7º ano - EB2,3 Escariz
Sapato velho e sujo,
cansado de tanto andar,
por montes, rios e vales,
com o meu dono a saltitar…
Quando chegamos a casa,
descalças-me,
atiras-me para o chão,
fico quietinho e cansado,
até a manhã chegar…De manhã, tropeças em mim
e depois ralhas comigo,
mas voltas a calçar-me,
para jogar à bola comigo.
Levo chutos e mais chutos
no recreio da escola,
marcamos golos os dois
e sem ti não sou ninguém,
tu sem mim não jogas bem!
Pedro Miguel Costa Pereira
4º ano, Agrup. Esc. Custóias, Matosinhos
Floresta
Quis conjugar “floresta”,
Mas “floresta” é um nome….
Como trabalhar nesta festa?
Como fazer o seu estudo?
Ah!, já sei!
Vou registar a área vocabular.
É assim:
Árvores, flores, animais…
Insectos, pedras, musgo,
Frutos, folhas, pardais,
Águas puras e frescas…
Tudo o que é bom demais!
Podes cheirar e saborear,
Sentir cheiros, sabores
E veres cores…
E nesta sinestesia,
Unires a tua alegria
E seres parte desta maravilha!
Luana Cardoso
7º ano - EB2,3 Escariz
Momentos de poesia
E por vezes
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira*
E por vezes, dito por António Cardoso Pinto
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira*
E por vezes, dito por António Cardoso Pinto
*David Mourão-Ferreira (1927-1996) foi um escritor e poeta português. Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde mais tarde, em 1957, foi professor. Destacou-se como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.
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